segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Igual mas diferente



Passar mais de 8 horas por dia no carro me fez ter muito tempo livre pra pensar em tudo e mais um pouco. Não sei exatamente o que me levou a chegar até aqui, mas me perguntei o que tinha feito do meu blog. Acessei e vi que a última postagem foi em 2018.

Nesse momento, estou fazendo uma viagem de Portugal, onde moro há 1 ano e meio, até a Inglaterra. São 26 horas a conduzir. Estamos dividindo em dias. Paramos no norte de Portugal, Espanha, França. Saímos de Lisboa na quinta e chegamos em Londres na segunda.

Desde o último post, algumas coisas mudaram... Mas muitas permaneceram na mesma. Como eu já comentei anteriormente, não só saí da casa dos meus pais, como mudei de país e iniciei um mestrado. Duas coisas que eu jamais me imaginaria fazendo há alguns anos. 

Hoje minha relação com o meu corpo e com a comida é muito mais tranquila. De fato, não é mais minha prioridade. Esse é um dos motivos pelos quais as redes aqui ficaram de lado (se bem que eu poderia usar mais para me ajudar). Faço exercícios todas as semanas porque gosto e preciso para manter a mente sã. Eu como intuitivamente, sempre tentando fazer as melhores opções. Aprendi a cozinhar melhor também. Quando fico ansiosa, acabo por querer descontar na comida, sim, como a maioria das pessoas... Mas realmente não lembro a última vez que tive compulsão alimentar (de comer até passar mal). Acho que há mais de dois anos.

Sobre o meu corpo, não é exatamente aquele que eu gostaria todo dia, mas ele que me permite fazer coisas maravilhosas. Tem dias que sou levada a acreditar que talvez se meu corpo fosse diferente eu seria mais feliz. Completamente besteira. Não sei quanto peso, mas pelas minhas roupas meu peso tem se mantido o mesmo pelos últimos anos. E, em grande parte dos dias, me acho bonita.

Sobre as coisas que permanecem as mesmas: mudar meu lugar físico, minha idade, minha casa... Nada disso fez com que os sentimentos ruins fossem embora de vez (e eles vão algum dia??). A questão é que às vezes pioram e, escrevo isso com lágrimas nos olhos, volta e meia penso que não deveria mais estar aqui. Parece que é só questão de tempo para que eu realmente faça algo para acabar com a minha dor.


Voltando dessa viagem, em setembro, já tenho consulta psicóloga marcada. Prometi pra mim mesma que não posso desistir da terapia, por mim. E preciso me entreter para fugir dos meus próprios pensamentos. Me manter ocupada até quando der. Vai que um dia o monstro, tão rápido como chegou, se cansa e vá embora.