segunda-feira, 15 de julho de 2013

Segunda-feira!

Eu disse que queria estar mais presente aqui no blog, nem que seja falando besteira... então, here I am!

Hoje é dia de comemorar, visto que não comi em excesso! (os últimos dias foram fogo... compulsão atrás de compulsão!). Tenho pensado demais sobre minha vida ultimamente... sabe aquela hora que estamos em crise com tudo... “será se fico ou se vou?”. É, faz parte! Mas não dá pra deixar a ansiedade me bloquear! Não mais! :) Amanhã será (mais) um lindo dia!


terça-feira, 9 de julho de 2013

O quarto

Revirando alguns arquivos do meu computador, encontrei esse conto que escrevi em uma noite fria de julho de 2011. Umas das épocas em que eu me sentia mais desesperançada do que nunca. Aliás, o ano de 2011 no geral foi hard. É um saco ver que poucas coisas mudaram de lá pra cá... os mesmos medos e angústias. Lembro que não conseguia dormir nessa noite, então simplesmente sentei e escrevi, em poucos minutos, sem nem parar pra corrigir palavras ou pontuações, sem parágrafos. Só deixei aquilo sair de dentro de mim. Não sabia qual o fim que o conto teria, bem provavelmente seria algo trágico, mas meus pensamentos me levaram àquilo que eu sei que existe: a esperança de dias melhores! :)

O Quarto

                Dentro da imensidão de seu quarto vazio e gelado, ela grita, silenciosamente, por socorro. Sozinha, perdida em seus pensamentos naquele cômodo enorme, onde três camas antes ocupadas agora permanecem no mesmo lugar, imóveis, vazias, frias. É como se, durante todos aqueles anos, a frieza e o vazio do quarto a tomassem pra si, lhe dando essas mesmas características. Ela quer fugir daquele lugar, fugir do monstro que a assusta, que quer destrui-la. Ela grita, grita e chora, sem dizer nenhuma palavra. Em sua cabeça, as palavras giram descontroladamente, bem como seus pensamentos, sem poder distinguir aquilo que sente. Se tivesse um pouco mais de coragem e, talvez um pouco menos de lucidez, acabaria com tudo aquilo, ali mesmo, no quarto vazio. Mas algo minúsculo dentro dela dizia que conseguiria destruir o monstro, embora ele parecesse tão forte e imortal. Contudo, naquele momento, nada parecia fazer sentido, toda a vida, anos em vão. Ela não queria mais aquele sofrimento, aquele monstro a atormentá-la insistentemente, sem deixá-la fazer o que queria, controlando-a e ameaçando-a. As lágrimas frias, quase como pequenas gotículas de gelo, escorriam por seu rosto vermelho, gelado, petrificado, soluçante. As mãos mortas buscavam ajuda no ar, como querendo agarrar algo ou alguém invisível, um salvador que pudesse a tirar daquele lugar, que pudesse ajudá-la a destruir o monstro. Mas não existia ninguém com ela, somente seus soluços incessantes, suas mãos frias, seu sofrimento e tristeza. O quarto vazio não dava respostas ou soluções, ficava imóvel, sem esboçar expressão alguma ante o desespero dela. Os móveis empoeirados, os livros pelo chão, os retratos mofados nas paredes, as lembranças de uma vida que passou. Ela olha em volta, tenta encontrar um motivo que a faça levantar, juntar forças e derrubar o monstro, acabar com ele, matá-lo, ao invés de matar a si própria. Embora esta pareça ser a única solução. O monstro mora dentro dela, rodopia junto com seus pensamentos inquietos e indecifráveis. Acabar com ele significa acabar com tudo. Mas não, ela não pode fazê-lo... ou, talvez, por que não? Suas pernas geladas se arrastam lentamente pelo quarto, seus olhos se embaçam, não consegue enxergar nada além de vultos de móveis. Seus pensamentos agitam-se ainda mais, como que a saltar-lhe pela cabeça. As mãos estão roxas, dos olhos e do nariz escorrem um líquido viscoso e infeliz. Seu choro mudo intensifica-se, seus pés arrastam-se. Passa pelo corredor tão gelado quanto o quarto vazio, e tão vazio e empoeirado quanto aquele. Lentamente, desce as longas escadas. Os pingos petrificados que caem dos seus olhos parecem fazerem barulho de cristal ao contato com o chão. Ela vê um bebê solitário no canto da escada, a chorar inquietamente, seu pranto não é surdo como o dela, mas triste e profético. Ao enxergar-lhe, o bebê sorri para ela com seus pequenos lábios vermelhos parecido com botões de rosas, como que a dizer-lhe "Está tudo bem". Ela não cessa de chorar seu choro sem voz, e continua lenta e obstinadamente seu caminho planejado.  Ao descer mais um degrau congelado, avista uma boneca no chão. Uma boneca horrenda, com um vestido amarelo e um pano colorido na cabeça. Ao olhar para trás, uma menina com olhos redondos e negros a encara com um ar tranquilo e feliz. A menina aponta para a boneca feia caída no chão. Ela então agacha-se, já sem forças, mas ainda a chorar, e pega a boneca pelos braços e contempla seu rosto feio e colorido. A menina continua a encarar-lhe e estende o braço, a fim de ter de volta o brinquedo que perdeu. Ela então, entrega-lhe a boneca feia. A menina lhe mostra um sorriso radiante, seus pequenos dentes brancos a luzirem na escuridão das escadas. Com o brinquedo nos braços, volta pro lugar de onde veio.  Com seus pés frios, ela continua a caminhada planejada, descendo degrau a degrau, sem questionar os acontecimentos que presenciara até então. Seu pé gelado entra em contato com algo que não parece ser aquela madeira fria. Como não enxerga muito bem, agacha-se, recolhe o que está no chão e aproxima do rosto, quase a encostar nos olhos úmidos. É um papel branco, um desenho feito à lápis. Quem será que teria desenhado, e o que estava a fazer ali? Ela distingue três pessoas no desenho. Uma mulher, que parece estar brava, está a gritar algo para um homem, do outro lado da folha. Este tem o olhar triste e não menos zangado. No meio, uma criança chora, com seus braços abertos como Cristo na cruz, sendo puxada por cada braço por uma daquelas pessoas zangadas e confusas. Embora o desenho fosse bonito, ela não gostou. De repente veio um calafrio por entre seu corpo dolorido. Largou a folha de papel no chão e continuou seu caminho rumo ao fim da longa escada fria. Ela estava quase que ao chegar ao final da escada de madeira quando encontra um obstáculo, bate em algo. Enxuga os olhos tristonhos e vê uma menina já crescida, a olhar-lhe com um ar assustado. A menina, toda vestida de preto parece não compreender o que vê, mas esboça um sorriso confuso e segue seu caminho rumo a algum lugar que nem ela mesmo sabe. Seu pranto diminuíra, suas mãos continuavam frias e as escadas ainda tinham longos degraus a serem percorridos. Parecia que estava descendo por uma eternidade aquelas escadas escuras, apoiada naquela parede encardida e fria. Avista, enfim, o que parece o último degrau. Quase que corta o pé, pois pisa em um espelho que está no chão. Ela levanta este e vê uma imagem refletida. Mas o que ela enxerga do outro lado não é aquela pessoa de rosto vermelho, olhos chorosos e infelizes, cabelo caído por entre os olhos míopes. Ela vê uma linda mulher, com um sorriso radiante, seu ar como de dona de si. Seus cabelos castanhos formam ondas no ar, e seus olhos negros transmitem uma pureza e esperança que fazem com que ela, refletida do outro lado do espelho, cesse de chorar e enxugue suas mãos geladas contra o rosto vermelho. Larga o espelho no chão e despede-se da linda mulher. Chega, enfim, ao final da escada de madeira. Passa por entre os escuros sofás encardidos e chega à cozinha. Seus pensamentos parecem organizar-se e repousar num ritmo calmo. Ela vê sua vida que passara, tudo parece fazer um pouco de sentido. Quando percebe, está de frente à gaveta da cozinha, com uma enorme faca na mão. Ela não compreende, olha para a faca que luze seu metal já sem fio e não entende como foi parar aquilo nas suas mãos, tampouco o porquê descera aquela hora, já era tarde, todos dormiam. Guardou a faca dentro da gaveta cheia de cupins e, rapidamente, subiu novamente as escadas. Não encontrou mais nenhum espelho, nenhuma menina, boneca ou desenho pelo chão. Subiu aquelas escadas geladas numa velocidade que quase escorregara e caíra, não fosse estar segurando no corrimão gelado. Entrou no quarto vazio, que não parecia mais tão gelado assim, embora a temperatura ainda estivesse muito baixa. Deitou na sua cama, tapou-se com a montanha de cobertores que estavam lá e dormiu um sono profundo e tranquilo. Não sonhou com monstros, com o frio ou com a solidão do quarto vazio. Sonhou com o tempo que ela tinha pela frente e a longa caminhada que ainda estava por vir. Seus pensamentos organizaram-se e ela passou a ver que existia um sentido apesar de todo aquele sofrimento, embora não soubesse explicá-lo. O monstro desaparecera na imensidão de seus sonhos tranquilos. Pelo menos, por um tempo, ele não mais viria atormentá-la.


Porto Alegre, 7 de julho de 2011 - 2:22

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Alguns dias

Há dias em que tudo é complicado... a batalha interna é forte, chegando ao ponto de pensar que eu não conseguirei resistir um dia mais. Não é exagero. As coisas estão complicadas... fico me perguntando o que posso fazer, a quem pedir ajuda (a mim mesma, talvez?). Devo fazer o que sei que deve ser feito: levantar e viver! Mas às vezes o peso do meu corpo (e da minha mente) parecem ser demais para mim mesma. Por pouco não desisto de tudo. Tenho que ser bem forte para lutar contra meus próprios pensamentos; hoje, consegui.
Não descontei na comida... embora, muitas vezes, eu quase parei em algum estabelecimento para comprar porcarias e me entupir, pra ver se eu melhorava (visto que sei que o resultado é o oposto!). Comi algumas fatias a mais de pão integral, mas, no geral, a alimentação foi OK.

Que amanhã seja melhor, porque assim não dá pra ficar.



Somedays I don't,
I don't remember why I'm here.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mês novo, metas antigas

Mais um mês iniciando... as metas continuam as mesmas!
Entretanto, para alcançar as grandes metas, é preciso dar um passo de cada vez, dia após dia, até chegar lá!

No mês de julho, eu quero:

- Postar no blog com mais frequência (postar meu progresso, contar "causos" cotidianos, desabafar)
- Me alimentar melhor... mais legumes e frutas! (no último mês comi pouquíssimas frutas e muitos doces!).
- Voltar a me exercitar! 
- Me dedicar e riscar mais algum item da minha "lista de 2013".