domingo, 31 de janeiro de 2016

2016!

Fim de ano é sempre complicado pra mim. Não tem jeito, acaba sempre sendo uma época deprê, mesmo com todas as comemorações. Eu sinto aquela ansiedade, o peito apertar, muitas coisas e pensamentos ao mesmo tempo. Eu tento mudar isso todo ano, mas acaba sempre acontecendo o mesmo.

O começo do ano passado foi realmente a melhor época da minha vida (até agora). Eu cresci muito e estive em contato com diferentes realidades que me fizeram enxergar a vida de outra maneira. Nem parecia ser eu... e era? Uma pessoa sempre feliz, confiante, cheia de planos. Eu pude descobrir que eu sou capaz de sentir uma felicidadinexplicável, que as coisas podem ser boas e que eu posso, sim, ser muito muito feliz. Eu vivo pra me sentir assim novamente... e tudo depende de mim. 

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Primeiro mês do ano acabando e muitas coisas aconteceram: boas e outras nem tanto... mas, olhando pelo lado positivo, foi realmente o que deveria ter acontecido. Que toda a nossa dor se transforme em força. Sei que um dia tudo isso vai fazer sentido.

Eu acabo a faculdade esse ano (até que enfim, né!) e vou começar em um novo emprego (sem largar o antigo) agora na metade de fevereiro. Vai ser corrido, mas eu consigo dar conta. Serão novas experiências que com certeza vão me fazer crescer muito internamente... afinal, esse é o foco da minha vida.  



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Desabafo.

Perdi meu equilíbrio.

Não me sentia tão mal assim nos últimos dois anos. Eu achei que eu estava “curada”. Mas não há cura pra depressão, é necessário viver um dia de cada vez. Mas às vezes fica tão pesado... eu estou assustada comigo, com o estado em que eu deixei chegar as coisas. Não era pra eu estar assim. Estou tão cansada, sem energia nenhuma. Eu posso passar mais de 12 horas direto na cama, sem ter forças para levantar, sem comer, sem ter um pingo de motivação para continuar vivendo. Eu tento pensar em coisas boas, fazer planos, prometer pra mim mesma que o dia vai ser bom e que eu só preciso dar uma chance a mim mesma... mas parece que o meu corpo é muito pesado, assim como encarar o dia parece ser no momento. Só eu sei o quanto dói estar/ser assim. Não quero preocupar minha família nem ninguém. Aliás, quem não passa por uma situação dessas pode entender isso tudo como preguiça, falta de motivação... não é!

Só eu posso me ajudar... e eu quero tanto! Eu não quero voltar aos meus dias ruins como alguns anos atrás, em que eu não tinha objetivos e cada dia era um sofrimento. Eu quero ser feliz de novo... ou pelo menos ter força pra desempenhar as atividades básicas de qualquer pessoa. Eu me sinto tão excluída do mundo. Eu sei que muitas pessoas passam ou já passaram pela mesma situação, mas no momento eu sinto que estou sozinha, sem nenhum apoio.

Penso em procurar ajuda médica, mas confesso que acho um saco ter que falar com um psicólogo que não vai me ajudar (leva um tempo – e um monte de dinheiro- pra achar o profissional certo). Eu preferia que eu não precisasse voltar a tomar remédio, eu sou tão nova e eu não quero os efeitos colaterais de novo. Entretanto, acho que vou ter que passar por cima disso tudo e ir atrás de alguém. Só pra me ajudar, pelo menos agora no inicio, pra me fazer manter um ritmo normal. O principal tem que partir de mim, e eu sei muito bem disso.

Eu sei que eu sou forte. E vale a pena lutar por mim mesma.

Eu não posso desistir de mim.
Eu vou superar tudo isso. Eu vou voltar a sorrir.

 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Peso e Medidas - Outubro

Eu nem ia me pesar e tirar medidas esse mês...
Não tenho me dedicado o quanto eu deveria, tenho comido demais e não estou me exercitando muito. Os pensamentos negativos voltaram e estão me atrapalhando muito.
Sei que eu ficaria bem desanimada se eu visse que eu regredi no meu progresso. Entretanto, nem sempre conseguiremos obter bons resultados, o importante mesmo é continuar seguindo em frente. Errar significa que estou tentando, certo?

Mesmo tendo jantado muitas fatias de pizza com refrigerante ontem à noite (portanto, estou inchada), decidi me pesar e tirar as medidas logo que acordei.

Peso: 85,0 kg (-400g)

Cintura: 85 cm (igual)
Umbigo: 101 cm (+2 cm)
Quadril: 107 cm (igual)
Busto: 104 cm (igual)
Coxa: 59/60 cm (igual)
Braço: 31/32 cm (igual)

Menos 400g do que no mês passado... o que foi uma surpresa! Não acredito que eu tenha perdido gordura... talvez seja massa magra (já que não tenho ido na academia com tanta frequência).
As medidas foram mantidas... menos a barriga (linha do umbigo) que aumentou alguns centímetros... mas como eu disse anteriormente, eu estou inchada das comilanças.
Fiquei feliz que toda a falta de empenho desse mês não trouxe resultados ruins.
Esse mês quero fazer tudo direitinho e ter bons resultados no próximo dia 12, que é meu aniversário! :-)



sábado, 10 de outubro de 2015

Dias cinzas

É assim que meus dias estão sendo... cinzas.
Essa última semana foi sinceramente a pior do ano. Por algum motivo, os pensamentos ruins voltaram e me colocaram no chão, sem forças de levantar. Nada específico aconteceu para me deixar assim... talvez só o acúmulo de tudo um pouco. É, uma hora a gente não aguenta mais.
Só o que fiz foi desistir. Desistir de tudo que eu tinha planejado e me deixei vencer pela fraqueza. Pensei que durara só um dia, dois... mas persistiu pela semana toda!
Voltei a ser aquela antiga eu que eu mais detesto. Sem forças, com aquele aperto no peito, sem vontade de viver. Voltei a ser aquela pessoa com quem luto para não ser. É uma batalha diária, e às vezes eu não consigo ser forte o bastante.
Eu não compartilho esse sentimento com quase ninguém, uma vez que quem está de fora nunca entende a angústia e desânimo que sinto por motivo nenhum. Não é todo mundo que entende o porquê de alguns dias até desempenhar as mais básicas tarefas como levantar da cama, sair de casa ou me alimentar demanda mais energia do que eu pareço ter no momento.
Não estou me alimentando direito. Minha primeira refeição tem sido torrada de pão integral e café com leite já lá pelas 17h. Tenho comprado chocolate (aquela falsa sensação de que uma comida vai me fazer melhor!). E janto qualquer coisa e, como não consigo dormir, acabo comendo algum doce que eu tenha em casa. Também não fui na academia nenhum dia. Não por falta de tempo... mas parece que não tinha energia suficiente para me exercitar, coisa que eu adoro. 
Sei que é nos momentos difíceis que precisamos ser mais fortes. 
Eu não vou desistir de mim. Eu sou forte o suficiente para me ajudar, para dar um basta nessa situação. Quero minha energia e paz interior de volta.
Eu mereço ser a melhor versão de mim mesma.



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Até quando eu aguento?

Ontem o dia foi péssimo. Hoje achei que eu iria desistir de tudo.
Acordei cedo e não tive forças de levantar da cama. Não fui aos compromissos que tinha. Só saí da cama às 16:30 para comer algo e ir pro trabalho, mas com aquela vontade de chegar em casa logo.
Aí eu me pergunto: até quando?
Até quando vou conseguir sozinha? Seria a hora de procurar ajuda de novo?
Sei que todos temos dias bons e ruins, nem sempre há uma constância. 
Eu odeio essa sensação de vazio, de impotência, de que eu nunca vou conseguir alcançar nada. E o pior, olhar em volta e ver esse caos (ou sou eu que quero carregar o peso do mundo nas costas?)
Busco, desesperadamente, me ajudar. Sei que já alcancei muita coisa (embora nem sempre eu me dê conta disso). Só vou conquistar algo maior quando eu conquistar a mim mesma.
Penso em estratégias pra me manter bem. 
Me focar nos exercícios e alimentação saudável faz com que eu mantenha certo equilíbrio na minha vida em geral. Eu sei que eu consigo superar tudo isso, todos esses pensamentos ruins que me atormentam há cerca de 10 anos. Até agora, eu sobrevivi a todos os meus dias ruins, não é mesmo?
É que eu estou ficando cansada. Cansada de me sentir assim. E o pior sentimento é não ver nenhum futuro, nenhum motivo pra lutar.

Tá difícil, mas eu sou mais forte que todos os meus problemas!
Eu prometo pra mim mesma que não vou deixar a vida me levar para um caminho que eu não quero. Não vou deixar minha mente me transformar numa pessoa que não quero ser.

Não vai ser dessa vez que eu vou desistir.