sábado, 30 de abril de 2016

Dando um alô

É, parece que eu vou vir aqui uma vez por mês só (é olhe lá!)
A vida tá doida. Estou visivelmente sobrecarregada e estressada. Poucas horas de sono, excesso de tarefas e minha mania de pensar demais estão me deixando esgotada. Quem me conhece, vem me perguntar o que aconteceu, o porquê de eu estar tão quieta e séria. A questão é que não estou conseguindo administrar tanta coisa e isso me deixa *muito* tensa. Em vez de descontar nos outros, ser rude e grossa sem motivos só porque não estou bem, eu me fecho. Não admito tratar os outros mal só porque estou me sentindo mal. 
Estou tentando não me preocupar tanto com as coisas, mas confesso que é difícil. Eu gosto de ver as coisas fluírem, de ver um progresso... Caso contrário, eu me frusto. E quem trabalha com educação, sobretudo, tem que saber lidar com a frustração. No começo, eu me culpava por tudo que acontecia errado, pensava que eu não era uma boa profissional e que eu estava falhando. Com o tempo, de forma racional, percebi que há muitos fatores que estão completamente fora do meu alcance e que não tenho como mudá-los sozinha. 
Tudo é passageiro. Eu vou conseguir sobreviver a isso tudo é voltar a me sentir bem.

domingo, 13 de março de 2016

Como estamos?

Sempre volto aqui quando as coisas ficam pesadas demais pra digerir. Nem que seja pra falar a mesma coisa, nem que seja pra reafirmar que preciso de mudanças.

Então, comecei no novo emprego ha um mês. Na primeira semana eu estava tão nervosa que ficava sempre enjoada, com aquela sensação de que, a qualquer momento, eu iria colocar tudo pra fora. Passou, estou melhor. De fato, eh bem desafiador. Estou aprendendo a lidar com situações novas...e, sobretudo, me autoconhecendo. Preciso me lembrar constantemente que as coisas valem a pena.

Tenho que aprender a controlar a ansiedade. Agora são dois empregos e uma faculdade para me focar. Não posso deixar a peteca cair.

Existem pessoas que sentem demais. Eu não consigo ver o caos a minha volta e simplesmente "let it be". Eu absorvo mesmo. Eu sinto pelos outros. Eu acho que estou fracassando por não conseguir solucionar os problemas do mundo. Ver as coisas erradas a minha volta me colocam no chão. O tempo que eu deveria estar gastando cuidando de mim ou fazendo coisas uteis, fico mastigando as dores internas e pensando, pensando, pensando... e ficando mal por coisas que estão fora do meu controle.

Felizmente, consigo ver mudanças positivas. As vezes me pego com os olhos cheios de lagrimas, pensando em coisas que me deixam tristes... ai eu falo pra mim mesma "HOJE NÃO". E não deixo o sentimento ruim me derrubar. Eh um grande avanço, pois antes eu não conseguia controlar minhas emoções dessa forma.

Agora minha rotina esta mais regrada na questão dos horarios, mas não me organizei na questão da alimentação e exercicios fisicos. Preciso.



ps: estou sem acento agudo no computador


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

5 anos de blog

Há 5 anos eu criei esse blog. CINCO ANOS.

Eu tinha recém completos 18 anos e criei o blog (meu segundo!) tentando buscar uma forma de me ajudar, de não deixar que o peso da minha cabeça fosse pesado demais. No começo, era mais uma ajuda para (re)emagrecer, começar a me alimentar melhor e relatar minha luta contra a (até então pouco conhecida por mim) depressão.

Do outro lado da tela, é a mesma menina, agora uma mulher de 23 anos, que tem muito o que aprender (ainda bem!). Alguns medos bobos continuam (se leva uma vida toda pra aprender!). Me sinto muito mais jovem do que eu era quando tinha 15, 16 ou 18. E, de uma maneira ou de outra, muito mais feliz. 


Uma das coisas mais importantes que me dei conta durante esses anos é que a felicidade e o meu valor não estão relacionados a um número que vejo na balança ou o número do jeans que uso. Me sinto livre.



domingo, 31 de janeiro de 2016

2016!

Fim de ano é sempre complicado pra mim. Não tem jeito, acaba sempre sendo uma época deprê, mesmo com todas as comemorações. Eu sinto aquela ansiedade, o peito apertar, muitas coisas e pensamentos ao mesmo tempo. Eu tento mudar isso todo ano, mas acaba sempre acontecendo o mesmo.

O começo do ano passado foi realmente a melhor época da minha vida (até agora). Eu cresci muito e estive em contato com diferentes realidades que me fizeram enxergar a vida de outra maneira. Nem parecia ser eu... e era? Uma pessoa sempre feliz, confiante, cheia de planos. Eu pude descobrir que eu sou capaz de sentir uma felicidadinexplicável, que as coisas podem ser boas e que eu posso, sim, ser muito muito feliz. Eu vivo pra me sentir assim novamente... e tudo depende de mim. 

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Primeiro mês do ano acabando e muitas coisas aconteceram: boas e outras nem tanto... mas, olhando pelo lado positivo, foi realmente o que deveria ter acontecido. Que toda a nossa dor se transforme em força. Sei que um dia tudo isso vai fazer sentido.

Eu acabo a faculdade esse ano (até que enfim, né!) e vou começar em um novo emprego (sem largar o antigo) agora na metade de fevereiro. Vai ser corrido, mas eu consigo dar conta. Serão novas experiências que com certeza vão me fazer crescer muito internamente... afinal, esse é o foco da minha vida.  



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Desabafo.

Perdi meu equilíbrio.

Não me sentia tão mal assim nos últimos dois anos. Eu achei que eu estava “curada”. Mas não há cura pra depressão, é necessário viver um dia de cada vez. Mas às vezes fica tão pesado... eu estou assustada comigo, com o estado em que eu deixei chegar as coisas. Não era pra eu estar assim. Estou tão cansada, sem energia nenhuma. Eu posso passar mais de 12 horas direto na cama, sem ter forças para levantar, sem comer, sem ter um pingo de motivação para continuar vivendo. Eu tento pensar em coisas boas, fazer planos, prometer pra mim mesma que o dia vai ser bom e que eu só preciso dar uma chance a mim mesma... mas parece que o meu corpo é muito pesado, assim como encarar o dia parece ser no momento. Só eu sei o quanto dói estar/ser assim. Não quero preocupar minha família nem ninguém. Aliás, quem não passa por uma situação dessas pode entender isso tudo como preguiça, falta de motivação... não é!

Só eu posso me ajudar... e eu quero tanto! Eu não quero voltar aos meus dias ruins como alguns anos atrás, em que eu não tinha objetivos e cada dia era um sofrimento. Eu quero ser feliz de novo... ou pelo menos ter força pra desempenhar as atividades básicas de qualquer pessoa. Eu me sinto tão excluída do mundo. Eu sei que muitas pessoas passam ou já passaram pela mesma situação, mas no momento eu sinto que estou sozinha, sem nenhum apoio.

Penso em procurar ajuda médica, mas confesso que acho um saco ter que falar com um psicólogo que não vai me ajudar (leva um tempo – e um monte de dinheiro- pra achar o profissional certo). Eu preferia que eu não precisasse voltar a tomar remédio, eu sou tão nova e eu não quero os efeitos colaterais de novo. Entretanto, acho que vou ter que passar por cima disso tudo e ir atrás de alguém. Só pra me ajudar, pelo menos agora no inicio, pra me fazer manter um ritmo normal. O principal tem que partir de mim, e eu sei muito bem disso.

Eu sei que eu sou forte. E vale a pena lutar por mim mesma.

Eu não posso desistir de mim.
Eu vou superar tudo isso. Eu vou voltar a sorrir.